segunda-feira, 20 de abril de 2009

Noturno


A noite cai sobre mim!
Beijando-me o corpo!
Saciando-se de minha solidão!
Esgotando-me as lágrimas que me caem do rosto!
 Tenebrosa solidão que me afaga o corpo nu!
Enxagüe-me com suas lanças escuras!
E devolva-me o dia!
Encha-me os olhos com seus sorrisos negros!
Polua-me o coração com seus ventos de tormento!
E suas figuras de alento!
Sombras de sepulcro dilaceradas!
 Não "gosto" de ti.
Não me faz bem tua presença.
Mística, incrédula!
A "odeio" a cada dia mais!
Por estar tão próxima de mim!
 "Odeio" seus cantos!
"Odeio" seus encantos!
Não me tortures mais,
Com seus vultos maléficos!
 Ainda que ocultes meus dias,
Eternas minhas noites!
Não me procures mais!
 Não durmo mais por ti!
Não sonho mais por ti!
 Perdido a vagar!
Em teu colo a chorar!
 Poseidom do mar das sombras!
 Ignores meus prantos!
E liberte-me das trevas do teu sorriso!
Molhe-me com as lágrimas de suas vísceras!
Ceifador de almas Noturnas!
 Enquanto choro por ti!
Tu brincas, com minhas lágrimas!
 Liberte-me do caos em que me encontro.
Pois quando a toco,
Perco-me em teu manto!
 Decepciona-me,
Enquanto sinto paixão por teu vasto mundo!
Noturna escuridão!
Liberte meu coração!
 Aqui eu me despeço!
Sem razão,
Eu já confesso!
 Mas Juro pra ti,
Que um dia minha alma serás tua,
Eterna!
 Guardarei-me em tua demência,
Em tua solidão!
Em tuas melancolias!
Em teu coração!
 Um dia sereis teu escravo!
Pra sempre!
Teu escravo noturno!

Nenhum comentário:

Postar um comentário