terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Na noite que me desconhece

Noite que me desconhece 
O luar vago, transparece 
Da lua ainda por haver. 
Sonho. Não sei o que me esquece, 
Nem sei o que prefiro ser. Hora intermédia entre o que passa, 
que névoa incógnita esvoaça,  
entre o que sinto e o que sou? 
A brisa alheiamento abraça. 
Durmo. Não sei quem é que estou.
Dói-me tudo por não ser nada. 
Da grande noite,embainhada 
ninguém tira a conclusão. 
Coração, queres? 
Tudo enfada antes só sintas, coração. 

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